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12 de Julho, 2017 - 18:56
Defesa de Lula diz que condenação 'ataca' democracia e que investigação tem motivação política

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltaram a dizer nesta quarta-feira (12), após a divulgação da condenação determinada pelo juiz federal Sérgio Moro, que o petista é "inocente". A defesa declarou que a investigação foi "politicamente motivada", que o julgamento "ataca o Estado de Direito no Brasil" e que Moro deveria "se afastar de todas as suas funções".

Mais cedo, nesta quarta, Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, condenou Lula no processo que envolve o caso da compra e reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. A pena é de 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

"O presidente Lula é inocente. Por mais de três anos, Lula tem sido objeto de uma investigação politicamente motivada. Nenhuma evidência crível de culpa foi produzida, enquanto provas esmagadoras de sua inocência são descaradamente ignoradas", diz a nota assinada pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins.

"Este julgamento politicamente motivado ataca o Estado de Direito do Brasil, a democracia e os direitos humanos básicos de Lula. É uma grande preocupação para o povo brasileiro e para a comunidade internacional", continua.

Após a divulgação da nota, os advogados concederam entrevista coletiva em um hotel da Zona Sul de São Paulo, na qual voltaram a criticar a decisão e o juiz Sérgio Moro. “A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem manifestar a mais profunda indignação com a aprovação de uma sentença condenatória desprezando as provas da inocência que nós havíamos juntado ao processo", disse Cristiano Zanin.

"A sentença, ela é meramente especulativa, ela, como eu disse, despreza as provas da inocência e dá valor a um depoimento prestado pelo senhor Léo Pinheiro na condição de delator informal, sem o compromisso de dizer a verdade e com manifesta intenção de destravar um acordo de delação premiada", continuou o advogado.

Zanin afirmou que o juiz Sérgio Moro não tinha a necessária imparcialidade para o julgamento e que o processo foi uma "mera formalidade". "Essa sentença materializa a perseguição política deste juiz contra o ex-presidente Lula", declarou.

O advogado, que no momento em que a decisão foi divulgada estava em audiência em Curitiba, explicou que a defesa só conseguiu ler a sentença durante o trajeto entre a capital paranaense e São Paulo e que ainda não a analisou em profundidade. Ele afirmou, no entanto, que essas são as primeiras análises feitas pela defesa de Lula. Ele afirmou que ficou sabendo da sentença pelo próprio juiz Sérgio Moro. "Ele entregou uma cópia da sentença para mim", diz Zanin

Triplex no Guarujá e “falta de provas“

Zanin também afirmou na entrevista coletiva que o trilpex no Guarujá "jamais foi entregue, jamais foi transferido" ao presidente Lula ou a um de seus familiares. Ele questiona onde está a prova de que o presidente Lula teria recebido o apartamento em 2009, afirmando que isso não foi comprovado.

Além disso, segundo a defesa, referências na sentença sobre o presidente ter feito nomeações na Petrobras de pessoas para obter benefícios "não são condizentes". "Escolhas de diretores da Petrobras foram feitas pelo Conselho. E todos eram funcionários longevos e com capacidade técnica", declarou.

Zanin disse, ainda, que depoimentos que vão contra a sentença não foram levados em conta por Moro.

Primeira condenação criminal de ex-presidente

É a primeira vez, desde a Constituição de 1988, que um ex-presidente é condenado criminalmente. Lula poderá recorrer em liberdade. Na decisão de Moro, o juiz afirma que houve condutas inapropriadas por parte da defesa de Lula que revelam tentativa de intimidação da Justiça e, por isso, até caberia decretar a prisão preventiva do ex-presidente. Porém, decidiu não mandar prendê-lo por "prudência".

Para os advogados do ex-presidente, o julgamento de Lula indicam que a lei foi usada "para fins políticos". "É tempo agora para reconstruir a confiança nas leis brasileiras e o juiz Moro deveria se afastar de todas suas funções. Nós provaremos a inocência de Lula em todas as cortes não tendenciosas, incluindo as Nações Unidas", conclui a nota.

Fonte: G1
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