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28 de Janeiro, 2020 - 15:41
Morador de Várzea Grande foi contaminado por cerveja que já matou 4 pessoas

Um morador da cidade de Várzea Grande está entre as vítimas que foram intoxicadas pela cerveja Belorizontina, da marca Backer, que continha a substância dietilenoglicol.

A substância provoca graves danos aos rins e pode levar à morte. Até o momento, o número de suspeitos de intoxicação é de 29 pessos; quatro mortes foram confirmadas no País.

Segundo apurou a reportagem, o homem passou as festividades de fim de ano com a família, que mora em Belo Horizonte, onde consumiu ao menos duas garrafas da cerveja.

No dia seguinte, ele teria começado a passar mal, com dores abdominais, náuseas e vômitos. Em seguida, procurou ajuda médica. Curiosamente, segundo relatou uma fonte, que pediu para não ser identificada, seu quadro de saúde só não se agravou porque o homem teria tomado cachaça junto com a cerveja.

O álcool etílico (etanol) é o antídoto contra o dietilenoglicol, e está sendo usado para o tratamento das vítimas.

Dias depois, após o tratamento, o homem voltou a Mato Grosso, mas precisou ser novamente internado. Ele ficou quatro dias recebendo cuidados médicos, em um hospital de Cuiabá, durante a semana passada. 

A cervejaria Backer enviou uma equipe a Cuiabá para acompanhar o tratamento. 

 "Ele está normal"

A reportagem entrou com um familiar do homem, que confirmou o caso, mas preferiu não dar maiores detalhes sobre a ocorrência.


“Realmente estivemos em Minas Gerais e ele consumiu a cerveja... Mas ele é muito reservado e não quer dar entrevista. O que eu posso dizer que o estado de saúde dele, hoje, está normal”, disse.


A Anvisa e a Justiça determinaram o recolhimento de 82 lotes da Belorizontina e interditaram por 90 dias todos os rótulos da Baker com data de validade posterior a agosto de 2020.


O dietilenoglicol é uma substância anticongelante, usada no sistema de serpentinas, para resfriar a cerveja.


O fluído não entra e contato direto com a cerveja, e uma das hipóteses é que uma falha na vedação das serpentinas colocou a substância em contato com a bebida. A outra hipótese que está sendo investigada é se houve sabotagem.


Pelo nível de toxicidade, a substância quase não é usada na fabricação de cervejas, cujas fábricas, mesmo artesanais, preferem o uso do etanol, não tóxico para o ser humano.

Fonte: midia news
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