Publicidade:
8 de Julho, 2020 - 09:02
Bombeiros militares combatem incêndio que atingiu área de lavoura e pasto do IFMT

Brigadistas, Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros estão neste exato momento, tentando controlar um incêndio de grandes proporções que consome uma plantação de cana-de-açúcar, aproximadamente 15 quilômetros da cidade de Campo Novo do Parecis, pela MT-235, próximo ao IFMT.

Devido ao período de estiagem, aliado a vegetação seca, baixa umidade relativa do ar e ventos fortes, o fogo se espalha rapidamente, dificultando o trabalho de contenção.

Vários caminhões foram solicitados para dar suporte e ajudar a apagar o fogo, mas até o meio dia desta terça-feira (7) os esforços continuam, sem previsão de controle total.

Como o vento leva material inflamável, novos focos surgem a todo momento, exigindo atenção e rapidez no combate. Tratores com arado também estão sendo usados para tirar a palhada do solo e evitar alimentar as chamas.

Além da cana-de-açúcar, partes de lavouras já colhidas, principalmente milho e girassol, estão perdendo a braquiária, que é a vegetação que protege e nutre o solo para novos plantios.

A coluna de fumaça pôde ser vista a vários quilômetros de distância. O trabalho deve durar várias horas até que o fogo seja realmente extinto.

A origem é desconhecida, mas as autoridades alertam para evitar qualquer material que possa gerar fogo, principalmente às margens da rodovia. A quantidade de área queimada ainda não foi estipulada.


Fonte: portal campo
2 de Julho, 2020 - 09:05
MT inicia fase ostensiva de enfrentamento a incêndios florestais

O Governo de Mato Grosso, por meio do Corpo de Bombeiro Militar (CBMMT), lançou na manhã desta quarta-feira (01.07) ação de resposta aos incêndios florestais de 2020. Hoje também tem início o período proibitivo de uso do fogo para manejo e limpeza de áreas na zona rural. Em área urbana, o uso do fogo é proibido o ano todo.

Para atender todo o Estado durante o período crítico de incêndios florestais em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiro Militar, por meio do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), irá colocar em campo, inicialmente, 39 instrumentos de respostas temporários, entre Bases Descentralizadas de Bombeiro Militar, Brigadas Municipais Mistas, equipes de intervenção e apoio operacional, além de contar com o suporte do Centro Integrado de Operações Aéreas.

“Nossas equipes vão a campo para fazer o enfrentamento de possíveis incêndios que ocorram além de continuar o trabalho de fiscalização. A partir de primeiro de julho qualquer uso do fogo é uma infração ambiental e nossas equipes vão estar em campo realizando a lavratura dos autos e também o combate aos incêndios”, destaca o Tenente Coronel BM Flávio Gledson, comandante do BEA, lembrando que desde o final do ano passado foram realizadas alterações na legislação mato-grossense para permitir que esses profissionais também tenham poder de fiscalização.

O secretário executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), coronel BM Paulo Barroso, explica que a fase resposta integra o grande planejamento feito pelo Governo de Mato Grosso para o enfrentamento aos incêndios florestais.

“Então, a temporada de incêndios florestais engloba as fases de preparação, prevenção, resposta e responsabilização e hoje, todos os comandos estão realizando o lançamento da etapa de resposta”, explica o coronel.

Para este ano, o Governo de Mato Grosso vai investir R$ 22 milhões para combate ao desmatamento e exploração florestal ilegais, além dos incêndios florestais, por meio de recursos próprios e do programa REM Mato Grosso (REDD+ para Pioneiros).

“Este é o maior investimento já feito nos últimos dez anos para repressão dos crimes contra flora e combate aos incêndios florestais. Todos os órgãos envolvidos em ações da defesa do meio ambiente estão indo a campo com a orientação de tolerância zero às infrações”, enfatiza o secretário adjunto Executivo da Sema, Alex Marega.

Responsável pelo Comando Regional I e diretor operacional adjunto, o coronel BM Wendell, explica que a corporação trabalha em parceria com diversas instituições, como Sema, Ibama e Forças Armadas para realizar a cobertura de todo o Estado.

A decisão de antecipar o período proibitivo do uso do fogo, que segue até o dia 30 de setembro, leva em consideração fatores climáticos e riscos que a poluição do ar traz à saúde humana, especialmente em um momento que o mundo enfrenta uma pandemia de uma síndrome respiratória, a Covid-19.

Além disso, de acordo com monitoramento realizado pelo INPE, entre 01 de janeiro e 28 de maio, Mato Grosso registrou um aumento de 11,83% dos focos de calor em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Brasil e os Estados da Amazônia legal registraram redução de 2,84% e 31,26% respectivamente.

Também foi verificado que 44% do estado de Mato Grosso apresenta a pluviosidade abaixo da média e 24% do território encontra-se na média dos últimos 30 anos para o mesmo período. A estiagem decrescente seca a vegetação mais fina tornando-a mais vulnerável ao fogo.


Da assessoria


Publicidade:
Publicidade:
Publicidade:
Publicidade:
Redes Sociais