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28 de Novembro, 2020 - 09:27
Bolsonaro investe contra máscaras para evitar Covid-19: “É pouco eficaz”

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou na noite desta sexta-feira (27/11), em conversa com apoiadores, que o uso de máscara “é pouco eficaz”. O chefe do Executivo ainda disse que essa é uma questão que ele precisa resolver. Desde o início da pandemia de coronavírus, especialistas e estudos têm sustentado a eficácia do equipamento de proteção para evitar a disseminação do vírus.

“A última coisa que falta eu acertar é a máscara. Ela é pouco eficaz”, disse Bolsonaro ao chegar no Palácio da Alvorada.

O presidente ainda criticou as constantes preocupações com a vacina contra a Covid-19. Para ele, a vacinação não deve ser obrigatória, já que “quem não tomar será negligente com a própria vida, não com a do outro”.

“E, agora, que preocupação com a vacina, hein? O país que fabricar e for reconhecido pela Anvisa, primeiro tem que aplicar no seu povo. Eu já peguei o vírus e não vou tomar a vacina. Não pode ser obrigatório esse negócio”, falou.

Economia

Ao ser questionado sobre a continuidade do pagamento do auxílio emergencial em caso de uma 2ª onda de coronavírus, Bolsonaro disse que “não vai haver”. “Quebra a economia. Será que os governadores vão continuar fechando tudo?”, questionou, em tom de indignação.

O presidente disse que, se tivesse como, daria auxílio emergencial para a população acima de 65 anos. “E podia ser até um valor maior”, falou.

Bolsonaro também criticou as medidas de isolamento social, afirmando que em nenhum momento mandou as pessoas ficarem em casa. “O desemprego mata muito mais do que o vírus. Lamentavelmente morreu muita gente, mas fizeram pânico na população”, concluiu

Fonte: Metropoles
28 de Novembro, 2020 - 08:21
PM é preso após sesquetrar e matar namorada

Um policial militar assassinou a namorada com um tiro na boca, nesta sexta-feira (27), após mantê-la refém dentro de um carro, no estacionamento do campus do Centro Universitário de Valença, no Sul do Rio de Janeiro. O sequestro durou cerca de duas horas e meia.

Janitom Celso Rosa Amorim, de 39 anos, foi imobilizado por policiais logo após o disparo e foi levado algemado, em um carro da polícia, para a delegacia da cidade. Por ser policial militar, ele será transferido ainda nesta sexta-feira para o Batalhão Especial da corporação, que fica em Benfica, no Rio de Janeiro.

A vítima é Mayara Pereira de Oliveira Fernandes, de 31 anos, aluna de um curso de pós-graduação da área de odontologia na instituição.

Ela foi socorrida pelo Samu e levada ainda com vida para o Hospital Escola da cidade. Segundo os bombeiros, que ajudaram no resgate, a jovem teve quatro paradas cardíacas no hospital. A morte foi confirmada pela Polícia Militar. Ela morava em Volta Redonda e trabalhou há alguns anos em um consultório de odontologia em Resende.

O sequestro começou por volta das 10h30. Segundo a universidade, equipes de segurança viram os dois discutindo dentro do carro e, ao notar que o homem estava armado, chamaram a polícia.

A tentativa de negociação contou com policiais civis e militares. Uma equipe da Unidade de Intervenção Tática (UIT) do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegou ao local de helicóptero para ajudar no trabalho.

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que os policiais seguiram os protocolos das ocorrências com refém. Disse ainda que o assassino responderá pelo crime nas esferas civil e militar, que repudia "com veemência" a atitude do policial e se solidariza com a família da vítima.

O caso será conduzido pela 91ª delegacia de Polícia Civil de Valença e pela 5ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (Barra do Piraí).

Neste início das investigações, a polícia apreendeu a arma usada no crime e recolheu os celulares da vítima e do policial. Os investigadores vão procurar por trocas de mensagens que possam ajudar a esclarecer a motivação do assassinato.

Universidade lamenta sequestro e desfecho

Durante o sequestro, os alunos e os colaboradores da universidade foram orientados a não saírem das salas de aulas e dos setores de trabalho. Após o desfecho, as dependências foram esvaziadas e as atividades no campus foram suspensas até a próxima segunda-feira (30).

"Um acontecimento inesperado em uma cidade tão tranquila quanto Valença, mas que infelizmente reflete um cenário nacional de violência contra a mulher. Vivenciar essa situação é revoltante e extremamente entristecedor. Nos sentimos impotentes ao testemunhar, mesmo com ação imediata da polícia no local, um desfecho trágico", informou a universidade, em nota oficial.

"Estamos todos muito abalados e unidos em pensamento pela família da Mayara. Seguimos colaborando com autoridades no desdobramento da situação e à disposição da família para suporte nesse momento de dor", finalizou.


Fonte: G1
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