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6 de Julho, 2020 - 20:09
Deputado chama Bolsonaro de "genocida" e diz: "Se pegar o coronavírus, vai ser simbólico"

Na avaliação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), deve ser julgado pelo o que faz e não faz na Justiça internacional. "Se isso for confirmado [contaminação por coronavírus], eu acho que hoje nós temos um presidente da República nesse combate ao coronavírus, que pode ser classificado como “genocida“, criminoso de guerra", afirmou.

Durante a entrevista, concedida ao jornalista José Eduardo, na rádio Metrópole, nesta segunda-feira (6), o parlamentar disse que a contaminação de Bolsonaro seria simbólica. "O Bolsonaro fez tudo o que pode pra remar no sentido contrário. Se o Bolsonaro pegar o coronavírus, isso vai ter uma simbologia muito forte", completou.

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta segunda que está com sintomas de covid-19. Segundo a CNN, Bolsonaro já fez o teste para a doença no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. O resultado do exame deve sair por volta do meio-dia desta terça-feira (7).

Bolsonaro disse que está com 38°C de febre e 96% de oxigenação. Por causa dos sintomas, a agenda do presidente para o restante da semana está cancelada.


Fonte: BNnews
6 de Julho, 2020 - 20:04
Se Plano Real fosse tão extraordinário, PSDB não perderia quatro eleições, diz Guedes

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse, na noite de domingo (5), ser um mito que o Plano Real foi o "melhor do mundo" e que, por isso, o PSDB não se manteve no governo.

"Se o plano fosse tão extraordinário, eles não perdiam quatro eleições seguidas", afirmou em entrevista à CNN Brasil.

Para o ministro, o PT assumiu o poder -e venceu os quatro pleitos- porque o Brasil viveu uma época de desemprego e juros altos.

Na avaliação de Guedes, o Plano Real foi satisfatório na questão monetária, mas deficiente na questão cambial e fiscal.

Num paralelo à necessidade de o Plano Real combater a hiperinflação, ele foi questionado qual seria o principal problema a ser combatido atualmente. Guedes respondeu que "não existe essa bala de prata". "Cada hora, a guerra é num front de aperfeiçoamento".

Ao apresentar planos do Ministério da Economia, ele prometeu que, em 90 dias, o governo fará três ou quatro privatizações, sem detalhar quais seriam as estatais.

O ministro reconheceu que o plano de privatizações não está como esperado. "Elas [as privatizações] não andaram num ritmo satisfatório".

Na ideia de uma ampla privatização, ele declarou que os Correios e subsidiárias da Caixa estão na lista - até o fim do governo.

Traçando um cenário para 2020, Guedes disse acreditar que o Congresso aprovará até dezembro uma reformulação do sistema tributário. "Acho que vamos aprovar uma reforma tributária nesse ano".

O projeto de mudanças no regime de impostos deverá incluir a taxação sobre dividendos, hoje isentos.

O ministro também sustentou a ideia de um imposto similar à extinta CPMF como forma de ampliar a base de arrecadação do governo, para taxar transações financeiras. Com isso, segundo o plano apresentado por ele, seria possível reduzir os encargos sobre a contratação de empregados.

"Nosso programa é de substituição tributária. Não queremos aumentar [a carga tributária]. Não podemos reduzir, num momento como esse", ressaltou Guedes.

Na entrevista, o ministro também defendeu a proposta, em estudo pelo governo, de reformulação do Bolsa Família. O objetivo é ampliar a cobertura, para que informais tenham direito à assistência social, com recursos de outros programas sociais.

Guedes afirmou que o principal foco da equipe econômica atualmente é a formulação de medidas para combater o desemprego no país. Para isso, ele acredita ser necessário reduzir os custos para empresários contratarem funcionários, por exemplo, com a desoneração da folha de pagamento.


Fonte: Folha press
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