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Bem Vindo ao Nortão Notícias, 18 de Agosto de 2017
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05/06/2017
Por trás da Baleia Azul, o grito de socorro da juventude
A arte do diálogo deve ser fomentada em todas as relações, desde a mais tenra idade, para que se solidifique ao logo do tempo. Através do ato do ouvir conseguimos saber mais sobre as pessoas que estão ao nosso redor, e porque não usar isso para nos aproximar de nossos entes queridos? Pais, filhos, amigos, parentes o diálogo é fundamental.

O ato de guardar sentimentos e não externar causa pode causar sérias doenças, por isso o falar é tão necessário. A conversa com o psicólogo é extremamente produtiva e necessária, pois o profissional irá vislumbrar o diálogo de outro ângulo, mais reservado e sem interferências sentimentais, ponderando as ações positivas e as que precisam ser melhoradas.

Devemos entender que o atual desafio da baleia azul, poderia ter outro nome sendo chamado de desafio da pantera cor de rosa ou do biquíni de bolinha amarelinha, mas que teria um só objetivo colocar em risco as relações humanas, pois os jovens que pretendem a todo custo a integração no grupo farão sim qualquer coisa para se sentir aceito. A pergunta que nos devemos fazer é “por que nossos jovens precisam de um jogo macabro para se sentir parte de uma sociedade que deveria abraça-lo e buscar formas de fazê-lo parte?”.

Precisamos entender melhor nossas relações, para que possamos auxiliar os que estão ao nosso lado, para isso é necessário o entendimento que desde a nossa concepção as pessoas que nos amam acabam por traçar planos para nossa vida, sejam profissionais ou pessoais. Mesmo sem querer esse planejamento prévio eles trazem uma carga extra de responsabilidade a qual precisamos lidar rotineiramente.

Cumprir as metas estabelecidas, concretizar os sonhos que não forma sonhada por nós pode ser mais complicada do que imaginamos e por isso provoca o afastamento e a tensão. Nossos lares mudaram sim, mas devemos tentar mesmo com a rotina corrida ouvir nossos filhos, entender suas ponderações, criar momentos para que o diálogo seja fluente, mas não por meio de aplicativos, e sim o olho no olho.

As relações precisam voltar a ser mais calorosas e repletas de amor, pois somente assim poderemos resgatar a concepção de família.
Quando digo família penso em laços, não somente sanguíneos, mas laços de afetividade e principalmente de compreensão. O mundo vive mudanças concretas que devem ser vistas com a mente aberta, abraçar o outro sem vislumbrar diferenças de raça, cor ou credo, apenas vendo-o como um ser humano.

O desafio proposto deve ser do amor e da aceitação, ouvindo o clamor da juventude e acima de tudo. Vamos voltar a sentar a mesa e olhar nos olhos, e não apenas focar a vida virtual. Há um mundo real que precisa de você!
Por: Fábio Rodrigues Corrêa
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