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Bem Vindo ao Nortão Notícias, 29 de Julho de 2017
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22/06/2017
Mirando o ensino médio
Hoje mais do que nunca, Cientista, Professores, Pesquisadores, Mestres, Doutores, todos indistintamente estão procurando caminhos para uma educação segura, sustentável e fundamentalmente de qualidade para a juventude brasileira. Essa é uma realidade, esse é o foco para mudar a situação em que se encontra a educação no país.

Quando se pensa em reformar a estrutura da educação brasileira, a questão mais delicada certamente envolve o confuso ensino médio. Os fundamentos da Lei 9394/96, nesse aspecto estão inteiramente superados, pontua o acadêmico Arnaldo Niskier da Academia Brasileira de Letras.

A reforma prevista na LDB como Base Nacional Comum para o currículo, quase vinte anos depois, só agora, o assunto volta à pauta no Ministério da Educação, com a valorização dos conceitos de interdisciplinaridade e regionalização, especialmente em Português, matemática, Geografia, História, Biologia...

No entanto, dada a crise econômica, é preciso muito esforço de gestores e da própria sociedade para que muitas delas não ficam pelo caminho, em virtude da absoluta falta de recursos financeiros por passa o país. Logo após ser nomeado para o Ministério da Educação, Mendonça Filho mirou um planejamento a médio e longo prazo para a questão em tela.

Sabe-se que o atual ensino médio não agrada aos estudantes, nem serve ao povo, como disse o educador Lourenço Filho, “temos um esquema rígido, que provoca o afastamento dos jovens de 15 a 18 anos das salas de aula, quase metade deles se encontram fora das escolas.

As matérias do currículo, são numerosas e estanques, não conversam entre si, o que levou o especialista Roberto Boclin a defender a tese de que se deveria adotar o ensino técnico como mecanismo inclusivo. É a melhor maneira de tirar os jovens da rua, do tráfico, e, oportunizar lhe possibilidade de emprego.

O ensino médio deve oferecer habilidades e competências aos alunos segundo suas escolhas pessoais – e de acordo com as variações do mercado. É o que faz com sucesso o Sistema “S” desde a década de 50, com a boa tradição dos seus cursos profissionalizantes.

O mesmo pode ser dito em relação aos CEFETs. Não se entende, porque esses modelos não foram generalizados, como aconteceu com sucesso em países como a Coreia do Sul, o Japão, Alemanha... Aqui ainda existe uma resistência incompreensível, pontua o pesquisador!

A Resolução n.2/15, do Conselho Nacional de Educação, procura corrigir as deficiências das licenciaturas, mas não prevê a formação de professores para o ensino técnico, como se ele não existisse ou não devesse existir, Isso faz sentido?

Melhorar o fluxo, a proficiência e garantir a permeância do aluno em sala de aula, estes são os principais desafios para o Ensino Médio em Mato Grosso, apresentados pela Secretaria de Estado de Educação, durante o Painel “ I Panorama do Ensino Médio em 2015.

O cenário atual do Ensino Médio no Estado – ofertado nas unidades escolares atuam em quatro frentes: Ensino Médio Regular, ensino médio Inovador, Noturno e ensino Integrado à Educação Profissional, localizadas unidades escolares, no perímetro urbano e na zona rural atendendo aos alunos diversos.

Vales ressaltar que há um alto o índice de evasão e abandono escolar, reprovações, principalmente nos primeiros anos, e baixa participação dos estudantes no Exame Nacional de Ensino Médio – Enem. Vê-se por esse viés que “ As práticas pedagógicas são pouco atrativas aos estudantes e o Plano Político Pedagógico - PPP, está desvinculado da prática pedagógica da escola, temos que mudar para algo mais atrativo”.

A ausência de espaços pedagógicos - laboratórios de ciências, linguagem, mídia, bibliotecas, que auxiliem no processo ensino - aprendizagem também estão aquém. No universo de 756 unidades escolares estaduais, mira-se ai uma pressão antrópica em todo território mato-grossense nas últimas três décadas exigindo o máximo dos gestores governamentais. Isso é um fato.

No plano de expansão, a ideia é implantar o Ensino Médio em tempo integral em unidades escolares estratégicas para alavancar o conhecimento da juventude, ampliando-o gradativamente até 2018. O mesmo se pretende com Ensino Médio Inovador nas unidades escolares existentes no território mato-grossense.

Aperfeiçoar o número de unidades escolares do Ensino Médio Integrado ao Profissionalizante, conforme necessidades identificadas pelo governo também será outra meta, apontada no plano de governo do estado de mato grosso.

Este será seguramente o caminho para formação continuada e adequada para a juventude mato-grossense, visando o crescimento educacional nesse gigante estado em transformação.

Romildo Gonçalves é Biólogo Prof./Pesquisador da Ufmt/Seduc, Doutorando em Agricultura Tropical
Por: Romildo Gonçalves
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