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28/09/2020
Os desafios de ser um farmacêutico nesta nova realidade!
Nos dias atuais os profissionais farmacêuticos são de extrema importância no tratamento do Covi-19. No dia 25 de setembro comemoramos o Dia Internacional do Farmacêutico, o que falar desta profissão?

Neste ano, tivemos um cenário totalmente atípico, o que possibilitou aos profissionais farmacêuticos mostrarem a sua importância para com a saúde da população. Não que durante todos esses anos, não fazemos isso. Mas, a população pode verificar que o farmacêutico é o primeiro agente de saúde que eles procuram. Por isso, tivemos um papel de destaque em diversas áreas de nossa atuação.

Na farmácia comunitária nos colocamos na linha de frente ao combate do coronavírus, sanando as dúvidas da população, realizando o manejo dos medicamentos. Além disso, orientamos a sociedade sobre o perigo da automedicação, prevenindo e amenizando as reações adversas aos medicamentos que tão importante foram nos momentos dessa grave crise que vivemos.

Nos hospitais nos colocamos frente a frente com a pandemia, cuidando para que nada faltasse, orientando a todos, sejam profissionais da saúde ou pacientes para a melhor forma de utilizar a farmacoterapia disponível.

Tivemos papel de destaque nas pesquisas sobre o mal que nos assolou, mostrando o quão importante e preparados estamos para ajudar em novas descobertas, desenvolver vacinas e estabelecer tratamentos cada vez mais eficazes.

Ainda vivemos uma situação preocupante na saúde mundial, o que nos leva a necessidade de constantes atualizações, passamos por inúmeras mudanças nas Leis e Normas. Mesmo assim, tivemos que nos adaptar e criar novas formas de atender e dar atenção à população em meio uma pandemia, investindo em plataformas de treinamentos virtuais, participando de desenvolvimentos de plataformas para prescrição e dispensação eletrônica de medicamentos com a finalidade de facilitar o acesso aos medicamentos dos mais diversos grupos populacionais.

Por fim estamos em constante mudança, cada vez mais a sociedade descobre a importância do profissional farmacêutico no cuidado a saúde da população mundial. A cada dia temos a obrigação de crescermos como profissionais e seres humanos, precisamos estar o tempo todo evoluindo e buscando atualizações e novos conhecimentos sempre em prol de servir a população da melhor maneira possível.

Tenho muito orgulho de ser um desses profissionais e sinto-me honrado por poder chamar os farmacêuticos de colegas de profissão!

Parabéns a todos os Farmacêuticos, que se desdobraram para cuidar da população e também da sua própria família. Parabéns a todos os profissionais farmacêuticos do Estado de Mato Grosso!

*Fabrício Caram Vieira é farmacêutico formado pelo Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG), possui curso de extensão em psicofarmacologia pela USP, é pós-graduando em Farmácia Clínica, pela Faipe. Diretor tesoureiro da Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Comunitárias (SBFFC).
Por: Fabricio Caram Vieira
21/09/2020
Carreira - Os desafios da mulher no universo jurídico
Ainda quando criança, percebi que ser mulher é algo incrível e ao mesmo tempo desafiador. A doçura e disciplina da minha avó e a força e determinação da minha mãe me inspiraram a trajetória. Na minha casa, homem e mulher trabalhavam e isso contribuiu para a formação da minha visão de paridade. Apesar disso, desde muito cedo percebi que para conquistar meu espaço, teria que me esforçar mais. Meu pai me educou como sua extensão e isso contribuiu para a minha visão de capacidade, independente do gênero. Entendi ao longo da vida que ser mulher é ser doce e firme, forte e fraca, ter medos e coragem, é ter capacidade de sorrir e chorar, de cair e levantar. Ambiguidades inatas a todas nós.

No mercado de trabalho essas características nos acompanham. Quem nunca chorou em silêncio no banheiro? Mas isso faz parte do nosso universo. Não porque somos choronas, mas porque nos permitimos sentir e isso nos torna mais fortes do que fracas. Aguentamos pressão, enxaquecas, cobranças e ideias pré-concebidas sobre nós e continuamos nossa marcha, sempre em frente, enfrentando e transpondo cada obstáculo. Brigamos por salários iguais, por respeito, por equidade.

Há vinte e dois anos decidi que seguiria a carreira de advogada. Não foi nada fácil. Abrir um escritório, comprar os móveis em parcelas a perder de vista. Orar todos os dias para os clientes aparecerem e fecharem contratos... A advocacia me permitiu vivenciar situações e analisar as questões sob vários prismas, muitas vezes além do direito. Não lidamos apenas com processos, mas com pessoas. Estudá-las, ouvi-las, acolhê-las e direcioná-las requer não apenas estudo, visão sistêmica, bom senso. Requer também muitas outras habilidades que somos convidadas a desenvolver ao longo da nossa caminhada profissional.

Acredito que uma carreira de realizações é construída com esforço e muita dedicação. Além da "pompa", que acreditamos que teremos enquanto estudantes de Direito, existe a circunstância de noites em claro, abdicação, muito estudo, pesquisas, mais estudo, exercício de paciência, desenvolvimento de inteligência emocional, insistência, persistência, oratória e trabalho duro. Além de tudo isso, temos que conciliar o lado profissional com nossas multitarefas: mãe, companheira, dona de casa, filha, irmã, melhor amiga de alguém. Desempenhar bem todos esses papéis e ainda buscar a excelência na carreira – especialmente se você escolheu o universo jurídico para desbravar – exige disciplina, força de vontade, resiliência... e o desafio de encontrar um tempo para cuidar de si mesma.

Uma carreira de realizações não é construída da noite para o dia. Afinal, somos aprendizes e cada etapa conquistada é importante. É seguir desafiando-se na medida certa e comemorar cada objetivo alcançado. Tudo tem o seu tempo e devemos aproveitar ao máximo a caminhada.

Encerro provocando uma reflexão. O escritor e psiquiatra austríaco Victor Frankl destaca em um de seus livros que existem três valores centrais na vida: a experiência, a criação e a atitude. A nossa atitude, sem sombra de dúvidas, será nosso referencial para respondermos às experiências que a vida nos trouxer e naquilo que temos a oferecer ao mundo. E você, qual tem sido a sua atitude diante da sua vida profissional?
Por: Juliana Zafino Isidoro Ferreira Mendes
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