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28 de Maio, 2020 - 20:19
Advogada diz que usava roupas longas para esconder agressões

A advogada Luciana Póvoas afirmou sofrer um histórico de agressões praticadas por seu esposo, o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos. Os fatos, segundo ela, a levaram a recorrer ao uso de roupas de mangas longas ou vestidos compridos para esconder as lesões.

A afirmação consta no termo de declarações prestado por Luciana à delegada Jannira Laranjeira, na madrugada desta quinta-feira (28).

Leo Capataz, como é conhecido, foi preso em flagrante na noite de quarta (27) e liberado na manhã de hoje, por força de uma decisão do juiz Jamilson Haddad Campos, da 1ª Vara especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Em um depoimento de pouco mais de 30 minutos, a advogada relatou que as agressões físicas ou psicológicas sofridas por ela sempre foram superadas em razão de sua dependência financeira em relação ao esposo.

Apesar de ser sócia do suspeito no escritório de advocacia, não possui acesso a entrada e saída dos valores percebidos na sociedade

Além disso, ela citou a vontade de manter o padrão de vida do filho do casal, um adolescente de 17 anos de idade.

“Apesar de ser sócia do suspeito no escritório de advocacia, não possui acesso à entrada e saída dos valores percebidos na sociedade”, diz trecho do depoimento.

À delegada, Luciana Póvoas afirmou também ter a impressão de que por muito tempo foi “escrava, submissa e dependente” de seu esposo.

“Louca, descompensada”

Ainda em seu depoimento, a advogada narrou o episódio ocorrido na noite de ontem e que resultou na prisão de Leonardo Campos.

Segundo ela, embora divorciados, eles ainda moram juntos. Na noite de ontem, Luciana diz que enviou uma mensagem por WhatsApp e fez diversas ligações ao celular de Leonardo, em razão de ele estar demorando para chegar em casa.

A advogada relatou que o marido chegou na residência do casal por volta das 22 horas, aparentando estar embriagado.

Neste instante, ela teria pedido que ele se retirasse da casa, por medo de algo ocorrer, já que o esposo possui uma arma de fogo.

Ainda de acordo com ela, ao tentar tirar satisfações com Leonardo, ele a teria empurrado. Ela reagiu, dando-lhe um tapa nas costas.

No depoimento, Luciana citou também que o marido pegou o celular e começou a filmá-la, além de ter desferido os seguintes xingamentos: “louca, descompensada, desequilibrada”. 

Também conforme o relato, apesar de ter porte e registro de arma de fogo, Leonardo nunca fez nenhum tipo de ameaça de morte a esposa.

Soltura de presidente

Ao determinar a soltura de Leonardo Campos, o juiz Jamilson Haddad disse que não há elementos que justifiquem a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

Segundo ele, a prisão cautelar é uma “medida extrema e de exceção” e não há indícios de que, em liberdade, Campos atrapalhará a colheita de provas, tampouco que se furtará à aplicação da lei.

“Assim, tenho que o indiciado não se apresenta, neste momento, como um risco para sociedade, motivo pelo qual não se verifica qualquer outra situação que possa justificar a prisão cautelar do mesmo, de modo que se impõe que seja concedido o benefício da liberdade provisória”, disse Haddad.

O magistrado impôs algumas medidas restritivas, entre as quais a proibição de Leonardo Campos em aproximar-se da esposa, familiares e testemunhas. Ele deverá respeitar o limite mínimo de 500 metros de distância.

Campos também está proibido de manter contato com a vítima por qualquer meio de comunicação. E ainda está proibido de frequentar a residência da esposa e de seus familiares, bem como eventual local de trabalho.


Fonte: midia news
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