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22 de Agosto, 2019 - 13:47
TJ mantém ex-deputado, ex-secretário e mais 4 réus por desvios de R$ 30 mi em MT

Por unanimidade, o pleno do Tribunal de Justiça negou, nesta quinta-feira (22), recurso impetrado pelo ex-deputado Mauro Savi (DEM), pelos advogados Paulo César Zammar Taques e Pedro Jorge Zammar Taques; e ainda dos empresários Valter José Kobori, Claudemir Pereira dos Santos e Roque Anildo Reinheimer, que tentavam arquivar a denúncia derivada da Operação Bereré, que apura desvios de R$ 30 milhões no Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

No recurso, Mauro Savi pediu a anulação das provas pelo fato das investigações serem realizadas sem a supervisão do Tribunal de Justiça. A alegação é de que o democrata estava no exercício do cargo durante a investigação e gozava de foro privilegiado na época da denúncia.

Já Kobori e Paulo Taques alegaram, em síntese, que a denúncia não se justifica por falta de materialidade e de indícios de autoria. Além disso, o ex-secretário da Casa Civil colocou que a ação penal foi proposta com base apenas no depoimento de colaboradores premiados.

O ex-executivo da empresa EIG Mercados ainda alegou que não teve prazo adequado para responder à denúncia.

Contudo, os argumentos dos réus foram rejeitados pelo relator do caso, desembargador José Zuquim Nogueira. Segundo ele, os pleitos das defesas já foram apreciados no recebimento da denúncia e se confundem com o mérito da questão.

O entendimento dele foi seguido pelos demais desembargadores.

BERERÉ - BÔNUS

De acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), o ex-deputado estadual Mauro Savi (DEM) era um dos líderes de um esquema que envolveu empresários e políticos “famosos” no Estado.

O inquérito narra desvios promovidos pela empresa EIG Mercados (antiga FDL Serviços), além de uma outra organização (Santos Treinamento), que lavava o dinheiro desviado.

O inquérito aponta que a EIG Mercados repassava em torno de R$ 500 mil por mês de verbas obtidas pelo serviço que prestava ao Detran de Mato Grosso por meio da Santos Treinamento. A empresa era uma espécie de “sócia oculta” nos trabalhos realizados ao departamento estadual.

O dinheiro chegava a políticos notórios do Estado - como o ex-governador Silval Barbosa, o ex-deputado estadual Mauro Savi, o ex-deputado federal Pedro Henry, e, posteriormente, já na gestão Pedro Taques, ao ex-Chefe da Casa Civil, Paulo Taques -, por meio de depósitos bancários e pagamentos em cheques promovidos pelos sócios da Santos Treinamento, como Claudemir Pereira, também conhecido como “Grilo”.

Mauro Savi, Paulo Taques, os sócios da Santos Treinamento - Claudemir Pereira dos Santos e Roque Anildo Reinheimer -, o ex-CEO da EIG Mercados, Valter José Kobori, e o irmão de Taques, e advogado, Pedro Jorge Zamar Taques, chegaram a ser presos na operação mas atualmente encontram-se em liberdade. 


Fonte: Folha Max
22 de Agosto, 2019 - 08:48
Deputado requer liberação de R$ 159 milhões para combater incêndios

O deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC) acompanhou a passagem do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, no município de Sorriso (398 km de Cuiabá), nesta quarta-feira (21), e entregou um ofício requerendo a liberação de R$ 159 milhões para execução do projeto Amazônia Legal Protegida Mato Grosso, que está na segunda etapa e precisa ser implementada nos próximos anos.

Conforme o parlamentar, os recursos serão destinados à aquisição de um helicóptero exclusivo, que será utilizado no combate a incêndios, bem como a aquisição de um avião de monitoramento, 100 veículos de apoio terrestre e capacitação de pessoal de auxílio nas forças-tarefas de combate a incêndios.

Dal Molin justificou que o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, por meio do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), atua na prevenção e no combate de incêndios florestais. O batalhão tornou-se uma referência para o Brasil ao completar 99,64% da 1ª etapa do Programa de Combate a Incêndios.

“O trabalho que essa equipe faz é algo que nos dá orgulho, mas muito trabalho ainda necessita ser realizado. Precisamos desse aporte para dar continuidade às ações, que são indispensáveis para a proteção da Amazônia Legal. Fizemos um pedido de urgência, tendo em vista que as queimadas prejudicam o desenvolvimento do setor produtivo, a saúde da população e a fauna e flora deste estado tão pujante”, pontuou o deputado, que coordenou a implantação da 1ª Base Aérea de Combate a Incêndios Florestais na Amazônia, localizada em Sorriso.

O ofício entregue ao ministro informa ainda que os recursos também serão utilizados na criação do Centro de Apoio Logístico Contra Incêndios Florestais do Sul da Amazônia (Califa). “O Califa terá como foco principal o armazenamento de equipamentos e materiais que darão suporte às ações de combate ao fogo, para favorecer toda a logística necessária ao atendimento”, destacou Xuxu Dal Molin.

Em resposta ao pedido do parlamentar, o ministro disse que é necessário fazer união de esforços nessa causa e também evitar desperdício de recurso público. “É extremamente correto fazer o investimento correto como foi feito aqui. Nós temos em todo país problemas de restrições orçamentárias, portanto aquilo que se investe tem que ter resultado eficiente, gerar relatório e mensurar como é que está sendo trabalhado o recurso público. Esse é um exemplo importante pra toda a região da Amazônia e que merece não só o apoio do governo do estado, que já é dado, mas também do governo federal e dos municípios. É preciso fazer uma união de esforços”, disse o ministro Ricardo Salles.


Da assessoria


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