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28 de Setembro, 2020 - 19:39
Juarez vê "traição" de Rosana e esperava neutralidade de ex-aliada nas eleições

O Candidato à Prefeitura de Sinop, o deputado federal Juarez Costa (MDB) não acredita que o fato de ter sido alvo de operação do Gaeco possa prejudicar eleição e criticou a escolha da ex-aliada e atual prefeita Rosana Martinelli (PL), que recuou de ir à reeleição e declarou apoio a Roberto Dorner (Republicanos).

Rosana, que foi vice quando Juarez foi eleito prefeito em 2012, rompeu com o colega e o parlamentar vê “traição” desde sua candidatura à Câmara Federal quando ela teria negado apoio.

“Se fosse reclamar de traição, eu poderia reclamar da minha candidatura para deputado federal que eu não tive apoio. A Rosana foi eleita com o meu grupo e se você perguntar para todo mundo lá que votou nela foi porque era minha candidata”, disse Juarez em conversa com a imprensa no Palácio Paiaguás nesta segunda (28).

Ele garante que o rompimento com a prefeita não influenciou na sua atuação como deputado federal e que continuou trabalhando pelo município.

“E eu trabalhei esse tempo, ajudei a administração, coloquei recursos, verbas federais, tentei ajudar mais, mas infelizmente a Rosana não ouviu o grupo e foi querer buscar gente de todos os lados. Eu acho que não foi uma boa opção”, avalia.

Sobre as eleições de 15 de novembro Juarez se diz seguro e não teme perder votos pela falta de apoio da atual prefeita. “O grupo da Rosana é o grupo meu. Acho que ela foi na contramão da história. Ela acabou indo para um lado e deixando quem a elegeu. Não estou voltando porque eu quero ser prefeito é porque a sociedade pediu isso através de pesquisas e ela não se viabilizou”, disparou.

O recuso de Rosana da candidatura ocorreu no dia seguinte após a convenção e o motivo seria ela temer ser derrotada pelo ex-aliado nas urnas. “Tivemos uma conversa até o último momento e esperaria que se não me apoiasse ficasse quieta, mas declarou voto ao adversário e entendo que não tenha sido um bom caminho, mas cada um faz a sua escolha”.

Sobre ataques de adversários que teria iniciado disparou em massa de informações falsas por WhatsApp disse que prefere focar em propostas. “Sou psicologicamente muito bem preparado, já estou sendo atacado por fakenews e a questão judicial deixo a Justiça tomar conta”.

Gaeco e grampolândia

O candidato, que tenta voltar para a Prefeitura de Sinop, ainda lembrou do processo que corre após ação do Gaeco em 2016 quando foi deflagrada a operação "Sorrelfa", na qual foi alvo de  busca e apreensão, junto de sua esposa Ivone Latanzi.

“Falei que a ação era a mando de Paulo Taques e Pedro Taques. Disse isso 6 meses antes de estourar a grampolândia, então não preciso falar mais nada. Foi comprovada minha fala, foi concretizado e deu no que vocês viram, teve prisão de secretário e tem mais gente que precisava ser preso por conta disso”.

Reclama ainda não ter sido ouvido no caso, ocorrido há 4 anos. “Claro que ficou uma marca psicológica na minha família e até hoje eu não fui ouvido. Falaram que eu tinha um apartamento e esqueceram de olhar no meu Imposto de Renda que tinha realmente e fazia muito tempo”, desabafa.

Fonte: RDNews
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