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8 de Novembro, 2019 - 10:37
Caso irmãos Araújo: Empresário se livra de júri por mortes após extinção de processo

O empresário do agronegócio Sérgio João Marchett, teve a punibilidade extinta pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Ele era réu por duplo homicídio, após ser acusado de mandar matar os irmãos Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo, em 1999 e 2000, respectivamente. O crime aconteceu no Centro de Rondonópolis (MT). Os irmãos foram executados a tiros. O crime seria motivado por disputa de terras.

A decisão, que acatou a um recurso da defesa, foi tomada durante sessão na quarta-feira (6) pelos desembargadores Rui Ramos e Pedro Sakamoto, que acompanharam o voto da relatora, a juíza substituta Glenda Moreira Borges, em função da prescrição do prazo entre a denúncia do Ministério Público Estadual e a sentença de pronúncia, que determinou a realização de um júri popular.

No recurso, a defesa do empresário afirmou que transcorreram mais de 10 anos entre o recebimento da denúncia e a pronúncia.

Normalmente, o prazo para a prescrição processual para o crime de homicídio é de 20 anos, mas esse prazo cai pela metade quando o réu tem mais de 70 anos, como é o caso de Sérgio Marchett.

O CRIME 

O primeiro crime aconteceu no dia 10 de agosto de 1999, onde Brandão foi surpreendido pelo pistoleiro Hércules Araújo Agostinho (Cabo Hércules), e executado a tiros de pistola em pleno centro de Rondonópolis. O segundo crime foi em 28 de dezembro de 2000, onde José Carlos foi executado, também a tiros de pistola 9 mm, no estacionamento da agência central do Banco Bradesco, no Centro da cidade. Nos dois crimes, Célio Alves ajudou o pistoleiro Hércules Agostinho.

De acordo com as provas, os assassinatos foram motivados pela disputa judicial de uma fazenda de 2.175 hectares. O pistoleiro confesso, e já condenado, Hércules de Araújo Agostinho, apontou como mandantes dos crimes os proprietários da Agropecuária Marchett LTDA, Sérgio João Marchett e sua filha Mônica Marchett, a qual inclusive chegou a ficar presa por alguns dias.

Uma das provas que incriminam diretamente os mandantes foi a transferência de um veículo Gol, de propriedade da empresa “Mônica Armazéns Gerais LTDA” para um dos executores, o ex-soldado PM Célio Alves, dado como forma de pagamento pelas mortes, sendo que o pistoleiro reconheceu o escritório da empresa como o local onde foram pegar a documentação do veículo.


Fonte: agoramt
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